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Mostrando postagens de Dezembro, 2009

Trato

Então fica assim.


Está combinado.

Está tudo combinado,

plagiando aquele rap.

Para 2010 não vale tristeza,

não adianta desesperança.

Só conta cada sorriso,

verdadeiro, feito criança.

Marca ponto ser autêntico,

ou pelo menos tentar sê-lo.

Rende ao relacionamento,

um mero afago no cabelo,

daquele que a gente ama,

do que é companheiro.

E se der aquela vontade

de cantar no banheiro,

e que por um momento,

sejamos estrelas no chuveiro.

Não. Não quero sorriso forçado,

quero algo natural.

Não quero camuflar a boca

e olhar fugir sorrateiro,

denunciando-me a angústia,

instalando-se por inteiro.

Que a brisa seja sentida

e não apenas vislumbrada.

Que a contemplação seja engolindo

o ar puro pelas narinas

e quando menos se esperar,

impregnar na retina,

aquele cheiro de mar.

E não se possa fazer nada

que não integrar-se ao todo,

deixar vir aos borbotões

a energia que emana

da divindade, presente

em cada um de nós.

Não, eu não quero ouvir,

que a paz não é possível,

que verd…

Um lugar para conhecer antes de morrer

Um frio de 10 graus positivos nos recebeu em Bogotá. Para Marluce e eu, oriundas do calor amazônico, o ventinho acolhedor era de gelar os ossos. Ceci, nossa anfitriã, era dona do El Goce Pagano, uma casa noturna de música caribenha. Um mojito preparado por ela pôs fim à tremedeira e nos deu as boas vindas.


A época da viagem era explosiva. Literalmente. Os guerrilheiros do M-19 haviam invadido e incendiado o Palácio da Justiça. No episódio, morreram quase todos os integrantes da Suprema Corte de Justiça do País. No dia anterior à nossa chegada havia explodido o vulcão de Armero, há pouco mais de cem quilômetros da capital. O medo não impediu que perambulássemos pela cidade e conhecêssemos as choperias, usufruíssemos dos belíssimos concertos na Universidad Nacional, da mostra de cinema cubano em pleno isolamento, inclusive cultural da ilha de Fidel. Por toda parte, capacetes sobre os telhados indicavam a presença de franco-atiradores e a Ceci não largava do nosso pé.

A delicada situação…

Não é preciso

Tem certas coisas que até podem acontecer, mas não é preciso que passemos por elas ou que as suportemos. Não é preciso ir de carro até a praia se você está há dois quilômetros dela e pode muito bem aproveitar para caminhar mais este trecho e assim obter melhor condicionamento físico. Afinal, caminhar faz bem em qualquer sentido seja ele estético ou de saúde. Mas podemos usufruir igualmente dos benefícios da caminhada extraindo dela o que ela puder lhe oferecer de melhor. E o melhor pode ser deixar para caminhar na beira da praia que é mais prazeroso e saudável, longe do vaivém dos carros e suas descargas. Nós já enfrentamos stress e buzina o ano inteiro e se pudermos ter a areia do mar, porque se contentar com o cimento?

Não há necessidade de sentir dor física. Sabemos que ela é o sinal de alerta do organismo, que precisamos dar-lhe a atenção necessária para que a doença não se alastre. Se não sentíssemos dor, nosso corpo se deterioraria sem que percebêssemos e não haveria como evitar …