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Mostrando postagens de Janeiro, 2011

Questão de Acessibilidade

Causou-nos surpresa saber que aquele renomado pesquisador de uma universidade federal usa a Internet para arquivar sua produção textual. Ele possui uma conta de e-mail que lhe dá armazenamento ilimitado. Então, envia um e-mail para si próprio e o conteúdo fica disponível ao toque de um clique. Simples, assim. A decisão foi tomada após constatar que muito do que produzira estava se tornando inacessível por mídia obsoleta. Ou seja, a fita cassete, o disquete, o CD, estavam ultrapassados como meio de arquivamento. Não havia hardware disponível com os requisitos indispensáveis à recuperação do conteúdo. Para não retroagir ao bom e velho meio “papel”, o que lhe tomaria um tempo indisponível com a realidade atual, aderiu ao arquivo on-line. Não que isso lhe garanta a acessibilidade infinita, mas pelo menos o horizonte de conservação é maior e dará tempo para se adequar às novas mídias.
O acesso físico àquilo que produzimos, aos papéis que atestam a propriedade, o cumprimento de obrigações, …

Expandindo o Presente

O mundo dos negócios é como um tanque de guerra que esmaga o cliente mais rápido que o blindado da concorrência. Somos todos fornecedores e clientes uns dos outros, cada um com a sua própria urgência. O melhor desafia o apenas bom. Sempre há alguém bebendo da mesma fonte e perder tempo aprimorando um produto, significa chegar atrasado ao mercado? É impressão nossa ou o tempo se acelerou? Nosso aqui e agora significa esta semana. Para muitos, aqui é da porta de casa para dentro, uma ilha onde seus habitantes não investem no futuro, exceto no seu próprio. Acorrentados aos desejos, sucumbimos se não os satisfazemos. Não importa se a vida útil será efêmera, o descarte é previsto como parte do ciclo. Não há tempo para discernir se é condicionamento ou opção. O aperfeiçoamento tecnológico trouxe a rápida capacidade de adaptação e recompensa, catapultou a visão de curto prazo e inibiu-nos de pensar no futuro. A rapidez conduz à obsolescência a tecnologia anterior e ai de nós se não acompanha…

Queimando Livros

Um patrimônio em linguagem escrita de um povo foi arruinado em 1992, na Bósnia. Granadas incendiárias das forças sérvias destruíram um milhão e quinhentos mil de livros ali abrigados, 155 mil deles, manuscritos raros, abrigados no prédio da Biblioteca Nacional de Sarajevo. Desde então, bibliotecários do país usam a Internet para localizar manuscritos bósnios e repor o maior número possível de documentos perdidos. Para o diretor da biblioteca na época, “os sérvios da Bósnia, sabiam que para destruir aquela sociedade multiétnica, tinham que destruir também sua biblioteca”. Por mais que nos indignemos com a queima de livros, convém pensarmos o pano de fundo de tais episódios.
Do imperador romano Júlio Cesar a Mao Tsé-Tung, diversos líderes promoveram a incineração de livros, às vezes, manchando biografias célebres, mentoras de mudanças positivas para a humanidade. Não faltam exemplos, mas alguns deles são divisores de águas, pelo dano que causaram à continuidade do conhecimento. Foi assi…

Agradecendo Sempre

Deus não tem agenda, se tivesse, haja trabalho para atender as súplicas da humanidade. Não há nome tão lembrado e, diga-se de passagem, clamamos o nome de Deus em vão. Qualquer sustozinho que tenhamos, lá vem um Oh, Meu Deus! Parece até que copiamos dos filmes americanos a mania do Oh, my god e por pouco não saímos por aí dizendo I Love you, já que este é outro bordão que não falta em filme made in USA. Sim, porque americano diz Oh, my god e I Love you para tudo. O que não quer dizer que quando eles usam estas expressões estejam lembrando sinceramente de Deus ou que estejam amando de fato alguém ou ao Divino.
Pedidos na cultura religiosa estão diretamente ligados à oração e à comunhão com o Ser Supremo, que o homem em desespero implora, eleva as mãos aos céus pedindo apoio e satisfação de suas necessidades. O Deus da nossa crença é um repositório de tudo aquilo que a nossa natureza humana considera insolúvel ou que, embora contido na partícula divina que temos conosco, não descobrimos…