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Mostrando postagens de Abril, 2012

Profissões que não escolhemos

O filme “O primeiro ano do resto de nossas vidas”, de 1985, discute as incertezas de um grupo de jovens recém-formados em relação ao futuro profissional: “Quer saber qual a profissão ideal para você? Descubra algo que faria de graça para o resto da vida e ganhe dinheiro com isso” — diz um dos personagens, traduzindo o espírito dos anos oitenta, do qual os Steve Jobs e Bill Gates da vida são notórios representantes. Aparentemente um bordão como esse serve para relativizar tudo. Quando ao trabalho nos dá prazer, canalizamos para ele com uma vontade que beira o entretenimento; dedicação e disciplina, duas palavrinhas que, não raro, tem conotação de castigo para muitos de nós. Viver da nossa vocação é uma tarefa arriscada. No auge da juventude, o que parece supérfluo e ambicioso a olhos alheios, para o obstinado é uma necessidade, orgânica até, que o faz concentrar-se no seu objetivo em si, sem que o foco da remuneração o persiga. Com o tempo, percebemos que nem sempre, fazer o que se gos…