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Mostrando postagens com o rótulo escandalos no Senado

Trivializar o anormal

Sabe aquela sensação que temos diante de algum problema e o nosso íntimo demonstra que não há o que fazer? E não é por preguiça ou covardia. É quando sentimos que só a nossa parte não basta, que por mais que façamos será inútil, não vai mudar um milímetro sequer. É um misto de prepotência com impotência. Prepotência porque ao nos convencermos de que não há nada a fazer, criamos uma visão particular da situação e o mundo ao redor está cego. Portanto, estamos trazendo para nós o papel de donos da verdade. Situações como o momento político atual, acionam a sensação de impotência. É só ligarmos a TV para percebermos que o novelo da crise não termina nunca, confinando-nos à posição de meros expectadores. A coisa está tão bizarra, tão complicada, que a verdade em si há muito se perdeu no emaranhado de versões dos mensalões e mesadões, escândalos no Senado, quem mentiu ou não e por aí vai. O que importa agora é quem consegue construir uma verdade mais consistente que a outra, condizente com a...