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Convicção, Uma Luta de Todos Nós


Confiança, crença e convicção são atributos que se conquistam junto ao nosso interlocutor. Podem ser lógicos, cristalinos, mas precisa haver empatia para que se estabeleça a ponte par ao início de um processo de convencimento.

E o que fazer então com essa sensação de angústia permanente que nos ameaça e nos deixa impotentes, com falta de ar, cada vez que resolvemos esmiuçar tais conceitos? Porque a certeza vai sempre por água abaixo quando se trata do raciocínio sobre o universo, do prosaico quem somos, de onde viemos e para onde vamos? A ignorância é uma sensação consoladora. De posse dela, tudo se torna aparentemente fácil.

É pretensão demais da nossa parte querer achar respostas ou discutir aqui questões filosóficas que os sábios ao longo dos séculos vem teorizando a respeito. Há estudiosos do pensamento da atualidade capazes de defender suas teorias com veemência e fundamento. Mas não há de se contestar que o conhecimento não é passaporte para a tranqüilidade de ninguém. O pensar é característico dos seres inquietos, capazes de conciliar o prazer de absorver o que escreve um Umberto Ecco, não se descuidando de um prosaico caldo de feijão que estivermos cozinhando. O prazer da descoberta também é prazeroso. Quem não se dispuser a abrir mão dos prazeres fáceis, ganha em troca a placidez e o conformismo inerentes à ignorância.

Ao cercar-se de idéias de outrem tentando descobrir a sua própria, transformamo-nos e absorvemos o que o pensamento universal consolidou. Conhecendo mais temos mais escolhas. Mas a certeza, ah! Essa não vem. Atribui-se ao Galeano a frase: "Quando eu achava que tinha todas as respostas, mudaram as perguntas". É. Quanto mais aprendemos menos sabemos. Nossas convicções podem desmoronar-se na próxima investida de aprender. Abandonar o barco? Jamais. O verdadeiro prazer está exatamente na busca, em admitir a multiplicidade de facetas que compõem o universo e constatar que somos parte integrante dele.

Comentários

  1. Muito difícl, Rackel, encontrar respostas fora de nós mesmos.
    Verdade que estamos aqui para crescermos espiritualmente em união fraterna sob uma lei universal, mas quanto ao intelecto...Que tragédia!
    Nadilce Beatriz
    Bjs

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  2. Oi Rackel, seu texto como sempre é muito bom.Gosto de ler você, tudo de bom, beijos.

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  3. Tens razão, Nadi. Obrigada por compartilhar e enriquecer meus textos.
    Abraço fraterno,
    Rackel

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  4. Arnold, tudo de bom para ti também. Obrigada pelo privilégio da tua visita.

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